sábado, 10 de dezembro de 2011

Magda Mayas & Anthea Caddy - Schatten Review by Stef Gijssels

Magda Mayas & Anthea Caddy - Schatten (Dromos Records, 2011) ****

The first thing that strikes you with this album is the unusual artwork by Nádia Duvall, with all 250 covers being handmade of crepe paper and wax, a combination of different materials, light and heavy, light and dark, and somewhat unpredictable and fragile, all illustrating the nature of the music quite well.

Schatten brings the interplay between Mayas on piano and Anthea Caddy on cello, offering a similar minimalist approach, yet somewhat darker and ominous, with heavier sounds and more percussive effects, which creates a totally different dynamic to the music. The sonic textures are all about timbre and space and interaction, and even if at moments it is hard to identify what or who the source is of the sounds you hear, the result is quite captivating.

© stef in http://freejazz-stef.blogspot.com/

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

dromos006 Olaf Rupp - AuldLangSyne

Berlin based improviser Olaf Rupp combines multiple elements and parameters into one very unique and personal idiom, whether he plays acoustic or electric guitar.
Recorded last year in Berlin, "AuldLangSyne" inspired by a traditional Scottish poem is a mirror of that amalgamation of sound.
Olaf Rupp's versatile approach to freeform guitar ranges from folk tinged arpeggios and heavy strumming to dense chord clusters.
Possessing miraculous technique,he lashes out harmonics overtones and cluster notes like no other. Sometimes he hits his instruments' strings so hard that one gets the sense that everything around us will suddenly collapse, other times one just gets immersed in a quiet blissful strumming vortex.
Rupp has total domination over material and structure, whether in a high energy or in a slower mindset.
Truly a very subtle and exquisite language.

Artwork consists of a front cover painting by Antonio Poppe and leather back cover. Each copy brings a different drawing made by António Poppe.

AuldLangSyne is a split release with german label GLIGG.


CD Info:
Cd-R comes in a limited edition of 200 copies. 
All music by Olaf Rupp 
All artwork by António Poppe

Wesbite Olaf Rupp:

http://audiosemantics.de/

Website GLIGG:
http://www.gligg-records.com/








Price by location (with Shipping & Packaging costs)




All orders are shipped via Regular Portuguese Mail. If you wish to have your items delievered to you through a different way, please send us an enquiry to  dromosrecords[@]gmail[.]com before ordering or visit http://www.dromosrecords.com for more info & other releases

terça-feira, 8 de novembro de 2011

dromos007 Magda Mayas & Anthea Caddy - Schatten


Recorded in Vienna during Winter on a snowy night, Berlin-based musicians Magda Mayas & Anthea Caddy present on "Schatten" a dense and piercing improvisational statement.

Foccusing mainly on texture and structure,but also the percussive possibilities of their instruments, both artists display a continuum of immense creativity, pushing their instruments to higher limits and even beyond recognition with each new aural event surpassing the previous one.

Magda Mayas explores both the outside as well as the inside of the piano, through a vast amount of extended techniques and the aid of preparation and amplification, to extract an interminable array of sounds. Both percussive and melodic.From screeching chords and scraping metallic sounds to the deepest resonance.
Anthea Caddy implies the physical aspects of sound,altogheter with instrumental knowledge.With complete control over dynamics, timbre and a constant awareness of time, she forms a very unique spatial and textural approach to the cello.
Two very personal languages that fuse as a whole.

The artwork consists of 250 shadow skins. All covers are different membranes made of ink skin by plastic artist Nádia Duvall

CD Info:
Cd-R comes in a limited edition of 250 copies.
all music by Magda Mayas & Anthea Caddy
all artwork & packaging by Nádia Duvall

Wesbite Anthea Caddy:
http://mapsofme.wordpress.com/
Website Magda Mayas:
http://magdamayas.jimdo.com/

Website Nadia Duvall:
http://www.nadiaduvall.com/


SOLD OUT!


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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Thollem & John, Wasteland Jazz Unit And Niagra At Bodyspace

Thollem / Dieterich
All For Now
Dromos Records
2011

Nascido da empatia criada entre o pianista Thollem Mcdonas e o guitarrista John Dieterich (dos Deerhoof), All For Now é a gravação desse primeiro encontro no Moma de São Francisco. Tendo em conta a disparidade aparente entre os dois músicos, All For Now é um documento impressionante no modo como duas linguagens distintas se enredaram tão naturalmente no processo. Disco criado da cumplicidade entre os dois músicos, tem a seu favor o facto de conseguir com notória despretensão erigir momentos de comunicação sem desprimorar todo o apuro formal patente nos seus currículos. Com esse carácter espelhado em nomes como “For Preservationists to Get Off on Later...Posthumously” ou “Drum Set. Or... ...Because...The Museum Will Act Like...Huh?” apresenta 16 malhas relativamente curtas de improvisação lírica. O piano de Thollem em tangentes devedoras do free jazz a alguma música contemporânea vai encontrado as linhas de guitarra oblíquas de Dieterich em construções sóbrias de um rigor melódico intrigante. Sem forçar tácticas desconstrutivistas, confere igual protagonimo as ambas as partes, num todo de elegante coerência que peca apenas por algumas miniaturas algo inconsequentes na sua irresolução. Reflexo de um savor faire em desafio, com momentos particularmente felizes na tensão de “I'll Keep Thinkin...And Watchin...For Ideas...By Myself`s” ou no mantra soturno (com o fantasma de Glenn Gould a pairar) de “Some Dancing People...This Labor Day”.



Wasteland Jazz Unit
Caustic Gate
Dromos Records
2011

Duo de Cincinati constituido por Jon Lorenz (saxofone) e John Rich (clarinete), que desde 2007 tem vindo a construir um corpo de obra imenso em editoras como a American Tapes ou a Excite Bike e chega à Dromos com Caustic Gate envolto em mantas de distorção. Com um sucinto nome a sugestionar de forma assertiva aquilo que têm vindo a fazer, Caustic Gate é uma terra de ninguém que escapa ao free jazz com recurso a uma manipulação extremada das potencialidades dos dois instrumentos ao ponto do não reconhecimento. Sem forçar comparações inusitadas, poder-se-á encontrar um presciente ideológico na totalidade dos Borbetomagus filtrada pelas tácticas noise características de alguém como o John Wiese ou Aaron Dilloway. “Collision Cleansed” descreve arcos de distorção feérica assentes no duelo possível entre os dois músicos que nunca cede ao militantismo de chamada-resposta. Antes na subjugação do som ao seu limite visceral até um final sem vencedores. Adaptando uma narrativa, pode-se pensar numa guerra que descamba no ambiente desolador de “Current Residue”. Com os sopros a assumirem a criação de um drone povoado por war cries sibilinos que nunca sucumbe na sua maior rarefacção. Nem à contemplação letárgica. Antes na perpetuação durante 15 minutos de uma mesma terra de ninguém por uma via eminentemente mais plácida. “Erosive States” condensa em cerca de quatro minutos todos os elementos mais ruidosos do duo até ao ponto de ruptura do feedback. Fechando o portão de um disco cáustico que evita com sapiência a barulheira brute force para se assumir como um objecto de considerável impacto anímico.



Niagara
Niagara EP
Dromos Records
2011

Trio de Lisboa que tem vindo ao lado de nomes como Photonz ou Tiago a reinventar o panorama das electrónicas dançáveis nascidas no burgo, e que consegue nesta sua estreia um equilíbrio fascinante em torno de diversas linguagens. Partindo das premissas base da House de Chicago como profetizada por Phuture, para recolher os destroços mais lúdicos de algum Krautrock, do som de Colónia (e relembrar como os Mouse On Mars são incríveis) ou de alguma Micro-House na linha de Farben, para chegar àquele ponto de mutação fractal que tem nos Black Dice pós-Creature Comfort ou nos Excepter circa Self Destruction referências subliminares. Disco com vista panorâmica sobre a boa onda total, assenta numa metodologia insinuante que adapta todas essas linguagens sem as impor descaradamente. Numa lógica interna que dispõe nuances melódicas e rítmicas evitando uma organização mais estrita para assumir essa instabilidade de processos como um fim em si mesmo. Que tanto pode passar pelo escapismo mental como pela dança possível. Há toda uma noção de risco ao longo destas seis malhas, brilhantemente conduzido pelas mãos de António, Alberto e Sara, num plano continuamente intrigante que nunca resvala para o experimentalismo inócuo. Paira sobre tudo isto uma vibração bem tropical de dimensão psicadélica que um nome como “Travesti + Palmeiras AV” vem sugestionar, com os rasgos de voz iluminados pelo delay a darem razão ao pressuposto. “E-Muzik” tanto poderia ser o nome de uma música dos Harmonia como reaproveita as lições deixadas por “Watussi” para bom efeito. “Balão” fecha o disco sob uma manta de teclados líquidos que faz da praia um estado mental, numa estreia notável de um dos nomes mais singulares do agora. Seja aqui ou em qualquer lado.


Bruno Silva at Bodyspace

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Niagara Review in Ponto Alternativo

Há discos tão flexíveis que se podem ouvir pela manhã, quando se procura alguma acção e espertina, ou ao cair da noite, quando o sentimento do final de um dia solicita um caminho por onde fugir. Este é um deles.

Percorrido por uma base de idioma house – algumas recordações de Larry Heard (Mr. Fingers) ou Phuture não são propriamente vãs – que se reescreve em linguagens que tanto roçam o experimentalismo de Arthur Russell, o pioneirismo electrónico de Edgar Froese (Tangerine Dream) ou até mesmo a vanguarda eighties dos The Art Of Noise. É um trabalho fresco, jovem, reúne gramáticas musicais diversas que o ilibam de qualquer pretensiosismo estético e, mutuamente, lhe conferem o cunho da originalidade.Passou-se da matéria-forma à matéria-energia” (Giles Deleuze): é exactamente esta transformação material que se propaga pelas seis faixas em que o som samplado, em forma de gradação, avança em cursos dinâmicos de ataque e decaimento, reparando-se facilmente na vontade de revelar mais e diferenciados timbres. Contudo, não deixa de haver um carácter discreto, e por vezes até minimal, no suporte de cada música.

Logo na primeira faixa Travesti + Palmeiras AV, com um apoio rítmico repetitivo, é posta em prática uma sequência inesperada – vozes, desvios psicadélicos, simulações de novos diálogos – sem, todavia, se criarem contrastes ao ponto de se perder a direcção. Existe uma qualquer brincadeira criativa em que se intersecta o presente e o passado, sendo que o “agora” se estrutura pelo passado mais recente, conferindo-lhe uma sucessão sonora munida de sentido.

Este trabalho, que conjuga espectros sonoros das discotecas de Chicago dos finais dos anos ’80 com o experimental da década anterior, é fruto da audácia lisboeta do António, do Alberto e da Sara. Porém, não é só a ousadia timbrada que passa pelo primeiro EP dos Niagara: numa edição limitada de 100 cópias, cada uma é dona de um design exclusivo criado pela artista plástica norte-americana Natalie Westbrook.

Como se não bastasse, a ambiciosa Dromos Recordings, constituída apenas pelos amigos João e Pedro, que viu o seu primeiro fruto surgir no Verão de 2009, é a “cara” ávida por contribuir que se esconde atrás deste projecto admirável. Entre as suas edições, já se contam trabalhos com Tetuzi Akiyama, Manuel Mota, Wasteland Jazz Unit e não só.

- Regina Morais in Ponto Alternativo

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Moments Of Falling Petals Review in The Watchful Ear

An unexpected day off today, which was spent in the company of good friends in the morning, and delightful girlfriends in the evening, so I’m not sure why I feel a bit gloomy tonight, but perhaps its the menopause kicking in again. Still, I have listened to some music today, and have chosen to write about a disc that actually came out more than a year ago, and was sent to me a month or two back, but as I have only just got around to playing it, and as the label were kind enough to think of me to send it, I don’t see why it should matter how long its been out. it is still available here.

The CD in question then, is a trio improvisation recorded in Argentina back in 2008 by the trio of Tetuzi Akiyama, (acoustic guitar) Eden Carrasco (alto sax) and Leonel Kaplan (trumpet). The album consists of one thirty-three minute long improvisation and revels in the beautiful title Moments of Falling Petals. Before mentioning the music I should bring attention to the lovingly formed packaging, a great little pen drawing printed on thick art paper that is then folded up in such an extravagant origami formation that I’m not sure I’ll be able to put the disc away once I’ve finished with it this evening.

So musically, this piece sounds pretty much how I expected it to, Akiyama picking out a spacious, fragmented blues-type smattering of clear notes over Kaplan and Carrasco’s more muted, earthy backdrops. As predictable as it may be though, it is still really rather lovely. The sax and trumpet stay mostly in an area somewhere between breathy hisses and low growls, occasionally breaking out into louder passages of the same kind of thing, but retaining the reduced palette throughout. Akiyama’s playing then is very beautiful, indeed like falling petals his notes feel fragile and exposed out the front, like the first solid lines painted into a watercolour sketch after the bases washes have been perfected. The rhythmic element that often creeps into Akiyama’s playing is missing here though, which pleases me quite a bit, and so there is a forlorn, almost vulnerable feel to the guitar that harks back to his early CDs and yet also fits here perfectly.

An understated affair then, but with a romantic heart, which makes this quite a rare improv disc as it seeps a kind of sadness of the kind we usually hear in other forms of music but rarely in the improv world. There is plenty of silence in there as well, particularly in the CD’s opening few minutes as the musicians find their place in the live event, so all of this combined together gives the CD a certain poignancy. The role of the two Argentinian musicians shouldn’t be underplayed here either. Though generally quiet and working as accompaniment to Akiyama’s foregrounded guitar, the subtlety in their playing, and the way they blend and filter their sounds through each other is very nicely done indeed, staying back in the shadows, (in fact creating the shadows) at times and flowing through into the light at key moments.

Not utterly essential music then, but a very nice disc to listen to, particularly on rainy grey nights like this one when the mood is a sombre one and the whisky glints golden at the bottom of the glass.

in The Watchful Ear

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Niagara In Mundo Urbano

Na senda da vontade de criar, a arte funde-se com a música num gesto de inconformismo estético assumidamente DIY (Do it yourself). É neste contexto que a Dromos Recordings edita o seu quinto lançamento liderado pelo o trio modernista António, Alberto e Sara de Lisboa. O Niagara EP vem na linhagem de Dennis Busch (James Din A4 & Pop Dylan), Akufen, Herbert, Yoshihiro Hanno (aka Radiq) … musicalmente emotivo e diversificado, reúne seis produções coesas que oscilam geometricamente entre um tropicalismo urbano (travesti + palmeiras AV) e uma repetição ácida e hipnótica, (laconia), sugerem-nos ainda uma ‘trip’ imersiva com momentos de passagem pelo micro-house (oskaloosa; todi) que termina com um entusiasmo melódico que nos eleva num ruídoso - mas saboroso - êxtase experimental (e-music; balão). Recomenda-se! CD-R comes in a limited edition of 100 copies. Artwork & packaging by Natalie Westbrook.

in mundo urbano

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Niagara Review In Fact Pt

Electrónica pela electrónica, ritmo pelo ritmo, jogo pelo jogo, numa produção surpreendente dos portugueses Niagara. Ou seja, António, Alberto e Sara, um trio de Lisboa que propõe seis temas de esqueleto sonoro simples e minimalista, mas que acredita em pequenos reajustamentos, desvios do caminho principal, acidentes não previstos.

Não é propriamente música para dançar apesar de se poder dançar, desde que exista algum sentido de equilíbrio. Em Portugal não existem propriamente pontos de contacto que os ajudem a enquadrar, embora na atitude livre com que encaram a matéria sonora se possam encontrar analogias com algumas aventuras recentes da música de características electrónicas feita em Portugal, como os Gala Drop, Tiago, Slight Delay ou Photonz.

Mesmo quando o olhar se amplia para o mundo não é fácil posicioná-los. Pode pensar-se nos desvios mais exploratórios de Akufen, Herbert, Matmos ou Jan Jelinek, mas mesmo assim escapa qualquer coisa. São tão marcados pela música house dos primórdios, como pelo rock alemão nada convencional dos anos 70, simbolizado pelos Can ou Neu!.

Há profundidade de campo, um balanço insinuante que não se deixa adormecer na mesma estrada, como se o condutor andasse em sentido contrário, apesar de se sentir um discreto calor emocional.

São temas instrumentais, com alguns apontamentos vocais, de superfícies sonoras abstractas, mais preocupados em sugerir do que impor seja o que for, feitos de impressões digitais e aragens aveludadas. Como se não bastasse a música, realce também para a capa (da autoria da artista plástica americana Natalie Westbrook), num todo que denota um cuidado estético tão surpreendente quanto excelente.

Manuel Vicente in Fact Mag Pt

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Niagara ep review in Flur blog

in blog flur

"Nas seis faixas do CDR ouvimos uma concentração de ideias que transportam para a frente e para trás no tempo sem ordem aparente. Isso deixa a boa sensação de que Niagara não parecem preocupados em citar modelos clássicos (ou menos clássicos) de house ou techno, antes divertirem-se com soluções feitas no momento. Kraftwerk em “Todi” só são perceptíveis por quem é meio doente pela discografia deles nos anos 70 (er… nós e outros como nós). Muito do que se ouve aqui soa rude no sentido de parecer composto durante a gravação. Uma pequena sugestão de abordagem sónica semelhante a Wareika rapidamente se esquece porque quando se pensa que estamos a ouvir uma derivação sofisticada e mais orgãnica de techno minimal o jogo muda de cenário até nos sentirmos envergonhados por ter pensado isso. “Todi” prossegue aos solavancos até uma fase em que parece um DJ set mais do que uma música só, quando entram as palmas sintéticas e os pratos de choque. Falem de house progressivo, este progride!
Sente-se frescura e boa dose de risco largamente possíveis porque Niagara não são produtores de música de dança, não têm pontes a defender, apenas território a conquistar. A música rítmica em várias das seis faixas do CDR entra em choque consigo mesma para resolver questões de groove como outros nem sequer tentam. É precisamente na escuta do que acontece que se encontra prazer, aqui nunca nada está perdido ainda que pareça estar, a meio de um tema como “Balão”. Niagara não fazem de modo algum regressar qualquer espírito house português dominador nos anos 90, o trio lisboeta parte de uma zona que, em princípio, nunca existiu cá. Como se Jan Jelinek, nos tempos vintage de Farben por volta do ano 2000, colasse o seu material com algumas produções house americanas mais gordas na substância rítmica. Vocês têm de ouvir isto."



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

dromos records new website


hello everyone,

our new website is ready:
http://www.dromosrecords.com

from now on all orders for dromos recordings will be done here.

in the meantime we´ll continue to use our blog to give you the latest info about dromos records.

for further info write us at: dromosrecords(at)gmail.com or visit our facebook page: http://www.facebook.com/dromosrecords


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

dromos005 - Niagara - Niagara ep

Niagara are pushing modern house music in yet another direction. Their debut introduces one to their own unmistakeable balance between tropical psychedelia and danceable electronica.The Lisbon based trio's unconventional song structures rely on a stripped down junction between hypnotic repetition and immersive, experimental, spaced-out blips and cuts.

Drawing equal parts of their raw analogue execution both from classic chicago tracks as well as mid 70s german experimental rock and electronic aesthetics,Niagara's skeleton of expression is an uncannily futuristic blend of defying experimental electronic music.

Artwork was made by American plastic artist Natalie Westbrook consisting of 100 different handmade monoprints based on plantform imagery.

Cd-R comes in a limited edition of 100 copies
All music by Niagara
All artwork & packaging by Natalie Westbrook


useful links:
http://www.myspace.com/niagaraaragain
http://www.nataliewestbrook.com/


Price by location (with Shipping & Packaging costs)


All orders are shipped via Regular Portuguese Mail. If you wish to have your items delievered to you through a different way, please send us an enquiry to  dromosrecords[@]gmail[.]com before ordering or visit http://www.dromosrecords.com for more info & other releases 

all for now review on kfjc 89.7 fm

by humana

How fitting that these two musicians should come together for their first collaboration at the San Francisco Museum of Modern Art! McDonas on piano and voice, and Dieterich (from Deerhoof) on guitar here present lovely, spare, sometimes jarring, sometimes gentle compositions that are thoroughly modernistic works of art in their own right. You’ll feel like a connoisseur as you listen to these artists and enjoy the cover work of visual artist Martha Colburn.

more info at: http://www.kfjc.org/

all for now review in blow up magazine

by Stefano I. Bianchi, in Blow up magazine #146/147 (luglio/agosto 2010)

Thollem & Dieterich

All For Now • CD-R Dromos Records • 16t-48:02

Un bel ritorno in pista quello del chitarrista John Dieterich, che fu dei Colossamite e del Gorge Trio e da una decina d’anni sta nei Deerhoof. In quest’album che esce per la portoghese Dromos accompagna il virtuoso pianista Thollem McDonas, attivo da anni nei circuiti ambiti jazz e sperimentali della Bay Area di San Francisco, per una serie di duetti dalla tensione forte e vivida per quanto sempre trattenuta, costretta, mai lasciata veramente libera di esplodere. I pezzi sono generalmente brevi e bozzettistici e centrati soprattutto sui movimenti dissimulatori ed estremamente diversificati di Thollem, che passa da chiari di luna debussyani a sparseness satiana, da gustosi cenni alla Monk a momenti più stralunati e sperimentali (Some Dancing People), fino a far apparire il suo strumento come fosse preparato (That’s Scary! To People). Da parte sua Dieterich pennella e disegna senza mai strafare se non occasionalmente (gliottimi crescendo di I’ll Keep Thinking e I Just Thought Give People), riservando accordi più aspri e acidi a pochi – ma molto incisivi – pezzi come That’s Scary! To People e Making A Report. La musica scorre con apparenza d’improvvisazione pur non avendone le caratteristiche più proprie
ed evidenti (si tratta di composizioni, anche se in formato haiku) ed è veramente un ottimo esercizio non di stile. (7/8)

more info at : http://www.blowupmagazine.com

Ao vivo no espaço, Centro de desastres and Moments of Falling Petals review in Blow Up Magazine

by Stefano I. Bianchi, in Blow up Magazine #143 (aprile 2010)

Manuel Mota, Afonso Simões • Ao vivo no espaço, Centro de desastres • CD-R Dromos Records • 1t-25:07

Tetuzi Akiyama, Edén Carrasco, Leonel Kaplan • Moments of Falling Petals • CD-R Dromos Records • 1t-33:06

Il nuovo cd di Manuel Mota (edizione limitata a 100 copie) è una collaborazione registrata dal vivo con l’amico Afonso Simões (Curia, Gala Drop) alla batteria. Ed è un disco eccentrico per Mota perché la sua chitarra è molto distante dai consueti movimenti astratti e si muove lungo sentieri elettrici grintosi e scoscesi di wah wah introverso, cupo, colmo di risonanze e gravido di riflessi, mentre la batteria improvvisa fornendogli semplicemente una spalla d’appoggio. (6)

Anche il cd di Tetuzi Akiyama (chitarra), Edén Carrasco (sax) e Leonel Kaplan (tromba) è in edizione limitata (250 copie) e similmente destino agli aficionados di stretta osservanza: radure di solfeggi e carezze di suono, ampio utilizzo di spazi vuoti (silenzi?) e malinconia persistente tra le maglie, le volute e i drones che si susseguono nell’indifferenza
dell’ambiente circostante. (6)

more info at : http://www.blowupmagazine.com

sábado, 4 de dezembro de 2010

Thollem McDonas In Lisbon



  • Quinta, 16 de Dezembro às 22H
Thollem Mcdonas & João Castro Pinto | Ernesto Rodrigues & Carlos Santos

na Galeria Zé Dos Bois - Rua da Barroca, no 59


  • Sexta, 17 de Dezembro às 21.30H

Ébano & Marfim - Piano Festival - Thollem McDonas

na Trem Azul Jazz Store - Rua do Alecrim 21 A


mais info em:
www.thollem.com
Galeria Zé Dos Bois
Trem Azul